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O Future FC não para. Depois do sucesso das duas primeiras edições, o evento já trabalha para produzir a terceira, e como sempre, com a ajuda dos fãs, que escolheram os lutadores que querem ver em ação no dia 22 de março, novamente no ginásio 9 de Julho, em Indaiatuba, interior de São Paulo. Vamos às lutas: 

Peso médio: Antônio Arroyo vs Welington Turman

Paraense de Soure, Antônio Arroyo, 29 anos, iniciou sua carreira treinando com os irmãos Marajó, mas mudou-se para a Black House, em Los Angeles-EUA, onde divide o tatame com lutadores como Lyoto Machida, Khalil Rountree, e Kevin Case. Sua última luta foi no Dana White’s Contender Series, em agosto do ano passado. Apesar da vitória sobre o bicampeão do WGP Diego Gaúcho, o contrato com o UFC não veio, mas seu nome certamente está no radar da organização. Ao todo, Arroyo venceu 8 das 10 lutas que disputou, sendo quatro por nocaute e três por finalização.

Sete anos mais novo, o curitibano Wellington Turman é apontado no paraná como uma das grandes promessas da equipe liderada por Gile Ribeiro, que possui em seu plantel atletas como Augusto Sakai, Luan Chagas e Rogério Bontorin. Com um estilo eficiente, ele tem a disciplina tática como a sua principal arma, o que obriga os adversários a se exporem, ficando vulneráveis durante a luta. Apesar da pouca idade, Turman possui um cartel mais extenso que Arroyo, com 14 vitórias em 16 lutas, sendo seis por finalização e quatro por nocaute.

Peso-pena: Elvis Oliveira x Denis Alagoas

Alagoano de Colônia Leopoldina, Denis Silva, 24 anos, possui um Wrestling e um Jiu-Jitsu fino. Não à toa, o faixa-preta conquistou quase 50% de seus triunfos levando os adversários para o solo e finalizando com seu arsenal de posições. Atualmente ele faz parte da Capital da Luta, equipe liderada pelo ex-UFC Lucas Mineiro. Uma de suas vítimas foi o atual peso-galo do UFC Geraldo Freitas, que estreou na maior organização de MMA do mundo no início deste mês, e com vitória. Sua mais recente apresentação foi no frio solo finlandês, com vitória sobre o anfitrião Edward Walls em luta válida pelo Cage MMA Finland 46. Ao todo, venceu 13 dos 16 combates que disputou na carreira, sendo seis por finalização.

O manauara Elvis Brenner OIiveira também é especialista no Jiu-Jitsu, quase que uma redundância quando se trata de um amazonense. Profissional desde maio de 2016, ele jamais provou o gosto amargo da derrota. Nesses quase três anos de carreira, foram nove vitórias em nove lutas, quase 80% via finalização. Por falar nisso, Denis Alagoas vai ter que “esconder o braço”. Isso porque, das sete finalizações conquistadas por Elvis, quatro foram no armlock, o que lhe concede o título de “colecionador de braços”. 

Peso-galo: Glyan Alves x Herberth Índio

Apontado por especialistas como o melhor peso-galo do cenário brasileiro, o mineiro Glyan Alves, 24 anos, faz jus ao status. De 2016 para cá, são 10 vitórias em 11 lutas, seis nocautes e dois cinturões de respeitadas organizações conquistados, Shooto Brasil e Juiz de Fora Fight. Formado grau preto pelo pai, ele atualmente treina na cidade de Varginha-MG com a peso-palha do UFC Amanda Ribas. Dono de um jogo rápido e baseado em combinações, ele conquistou mais de 60% de suas vitórias mandando os adversários para a lona. Ao todo, são 13 triunfs em 16 combates, 8 deles definindo com nocautes. Entre suas vítimas estão Luciano Benício, Pedro Falcão e, mais recentemente, o experiente Bruce Carvalho.

Herberth Reis, o Índio, 24 anos, faz sua estreia nos galos. Depois de uma excelente trajetória na categoria dos moscas, na qual venceu 12 das 13 lutas que disputou, o brasiliense vê o possível encerramento da divisão dos moscas no UFC como a deixa para subir de peso. Seu jogo estilo é o oposto do de Glyan. Especialista em Jiu-Jitsu, ele não joga justo, normalmente sem dar espaço para o adversário atacar e sem perder posição. Prova disso é que quase 70% de seus triunfos foram finalizando os oponentes. Até aqui, são 8 finalizações, 2 nocautes e duas decisões. Sua única derrota também foi por decisão. Tudo indica que Índio dê a Glyan o desafio mais duro de sua recente trajetória.

Peso-mosca: João Alicate x Rafel Costa

João Elias, o Alicate, 24 anos, possui o apelido não é à toa. Dono de uma pegada justa, o pupilo de Gile Ribeiro costuma colocar os adversários em apuros quando deixam se envolver em seu jogo de grappling. O curitibano conquistou metade de suas vitórias na carreira finalizando os oponentes. Ao todo, são 12 triunfos em 14 combates disputados, seis deles obrigando as vítimas a darem os famigerados três tapinhas; e cinco envolvendo-os em seu eficiente jogo agarrado até o soar do gongo.

Mas se o quesito é excelência no jogo agarrado, Rafael Costa, 21 anos, não fica atrás. O paulista de Guarujá é primo de ninguém menos que Charles do Bronx, o maior finalizador da história do UFC. Seguindo os passos do primo, Rafinha não sabe o que é perder desde a sua estreia, em 2015. De lá para cá, foram nove vitórias consecutivas, a maioria no solo. Quatro delas finalizando no pescoço, outras quatro castigando no ground and pound e uma dominando até o final do terceiro round.

Peso meio-pesado: Marcus Silveira vs Fabão Vasconcelos

Veterano de 37 anos, o gaúcho de Rosário do Sul vem de uma batalha valendo o cinturão da categoria no Jungle Fight, em dezembro do ano passado. Apesar de ter tido bons momentos na luta, acabou abatido por Marcelo Animal no segundo round. O revés não o abalou. Disposto a recuperar a sequência de vitória que vinha tendo, o aluno de Luís Brito treina para que Fabão seja sua primeira vítima desta nova caminhada. Striker de mão pesada, ele conquistou 50% de suas vitórias aplicando nocautes nos adversários. Ao todo, são 10 vitórias em 13 lutas, com cinco nocautes. Uma de suas vítimas é o experiente Maiquel Falcão, que beijou a lona em dezembro do ano passado.

Dez anos mais novo, Fabio Vasconcelos, o Fabão, tem a juventude a seu favor. O paraense, que atualmente treina na Tatá Fight Team, no Rio de Janeiro, é um dos sparrings do meio-pesado do UFC Thiago Marreta, que após a vitória entre Jan Blachowicz deve entrar no top 5 da categoria. Assim como o parceiro de treinos, Fabão também luta de forma empolgante, até mesmo nas derrotas. Prova disso é que nenhuma de suas 14 lutas chegaram à decisão dos juízes laterais. Até aqui são 11 vitórias, com direito a 8 nocautes e 3 finalizações. Ele teve o braço levantado em oito dos últimos nove combates e a única vez que isso não aconteceu foi na luta contra a nova sensação dos meio-pesados do UFC Johnny Walker, em 2016.

Peso leve: Brendo Bispo vs Magnus Kelly

Aos 25 anos de idade, o maranhense de Santa Inês Brendo Bispo surgiu numa espécie de TUF promovido pela Chute Boxe Diego Lima em 2017, se destacando ao lado de nomes como Daniel Willycat, Gustavo Gabriel e William Cilli. Em quase sete anos de carreira, ele disputou 14 lutas e saiu vitorioso em 10 delas. Parte do seleto grupo de lutadores que jamais foram para a decisão, o jovem atleta conquistou 7 triunfos por nocaute e 3 por finalização. Entre suas vítimas está o lutador recém-contratado pelo UFC Marcos Rosa Mariano, o Dhalsim. Sua maior conquista até aqui foi o título do GP do lendário IVC, em 2016, quando nocauteou dois adversários na mesma noite, um em menos de 2 minutos minuto e outro em menos de 1 minuto. Atualmente vem de três vitórias seguidas.

O potiguar Magnus Kelly, 23 anos, fez a maioria de suas lutas em eventos pelo Nordeste, onde é apontado como grande aposta da categoria. As boas performances, incluindo uma vitória por nocaute com um chute na cabeça e uma finalização com um triângulo voador, o credenciaram para defender as cores do Brasil em um evento na Argentina, e ele não decepcionou, finalizou o anfitrião José Luís Alegre com um mata-leão ainda no primeiro round. Aliás, mais da metade de seus triunfos foram por finalização. Ao todo, são 7 vitórias em 8 lutas, com direito a 4 finalizações. A única derrota de sua carreira foi por decisão, ou seja, ninguém tem vida fácil contra o atleta da Hikari.